Vôo Livre

O Vôo Livre vem sendo praticado nos céus do Brasil desde a década de 70. Teve seu início em julho de 1974 quando um piloto francês, Stephan Segonzac, fez um vôo do alto do Corcovado no Rio de Janeiro. A façanha despertou a atenção de muitas pessoas e logo surgiram os primeiros interessados em aprender a arte de voar.Em todas as regiões do Estado de Santa Catarina há condições para a prática do vôo livre. São locais com ótima infra-estrutura para a prática deste esporte e de beleza exuberante. No Estado há várias rampas e escolas de vôo livre.

Regras anti-colisão

1 – Duas aeronaves voando frente a frente – desviam-se ambas para a direita.
2 – Aeronaves em vôos convergentes – tem prioridade a aeronave da direita; a outra deve mudar o rumo.
3 – Em vôo de lift tem sempre prioridade – a aeronave que tem a ladeira à sua direita.
4 – Em vôo de lift – não é permitido ultrapassar.
5 – A aeronave alcançada – tem prioridade sobre a que alcança.
6 – Em ascendência térmica – tem prioridade a aeronave que vem de baixo, mas deve manter o sentido de rotação da que já está na térmica.
7 – Na aproximação à aterragem – Tem prioridade a aeronave mais baixa.
8 – Não é permitido sobrevoar povoações ou pessoas a menos de 300 metros de altura.
9 – Não é permitido entrar nas nuvens. Só podemos voar VFR (Visual Fly Rules), Vôo visual.
10 – Devemos conhecer todas as informações sobre as áreas restritas, temporariamente restritas, ou outras que nos condicionem o vôo.
11 – Não é permitido voar a menos de 5 milhas de aeroportos.
12 – Tem sempre prioridade – a aeronave com menor capacidade de manobra.
13 – As aeronaves motorizadas – dão prioridade ao vôo livre e todos dão prioridade aos balões.
14 – Devemos respeitar sempre os terrenos onde decolamos e, ou pousamos, bem como os seus proprietários.
Fonte: Federação Catarinense de Vôo Livre

Regras de Segurança

1 – Utilize uma asa segura. Grandes alongamentos, cones de suspensão longos, perfis planos, linhas finas, trims: são alguns dos perigos potenciais em mãos menos experientes. Voar em asas de alta performance é uma das grandes causas de acidente. Pilotando-as em ar calmo, parecem fáceis e o seu planeio e velocidade fazem sonhar qualquer um. Emcondições mais duras tudo se altera e ficamos confrontados commaterial demasiadamente nervoso e com reações rápidas e bruscas. Com gestos nervosos e imprecisos, o risco de fechada grave aumenta, assim como a possibilidade de gravata, auto-rotação e perda de controle. A primeira regra consiste em voarmos sempre uma asa correspondente à nossa experiência e nível de pilotagem: em categoria “standard” o mais tempo possível, em categoria “performance “, se já temos uma sólida experiência (muitas centenas de vôos).

2 – Avalie o seu nível. Um alpinista não vai sozinho para a montanha se não tiver nível para o fazer e se não aceita esse risco. Escolherá sempre o trilho possível para o seu nível. Deveremos fazer o mesmo no vôo. Nunca devemos voar sozinhos. Devemos escolher sítios e condições que conheçamos bem. Não devemos ser demasiado ambiciosos. Mesmo após 500 vos não devemos hesitar em fazer cursos de aperfeiçoamento.

3 – Analise as condições. Antes da cada vôo leve o tempo necessário a analisar as condições. O conhecimento prévio da meteorologia completa-se observando longamente o céu, as nuvens, as árvores, os pássaros, as fumaças, os outros parapentes…Enfim, tudo o que materializa a passagem do ar dá índices de avaliação. Se está prevista a entrada de uma frente, de um aumento de vento, uma grande instabilidade, devemos desconfiar e renunciarmos ao vôo. Quanto mais forte for o vento, mais graves poderão ser os incidentes e mais longe do relevo devemos voar.

4 – Regule a sua cadeira. A cadeira é fundamental no comportamento da asa. Justa ela perde maneabilidade em proveito de uma maior estabilidade. Folgada pode tornar instável a asa mais segura. É preciso escolher a cadeira em função do nível de experiência que se tem, do mais seguro (pontos de fixação altos e cruzilhões) p/ maior “performance” (pontos baixos e deitada). E regulá-la em função das condições: há turbulência? – Posição sentado, cintas bem cerradas nos ombros, rins e ventral para fazer corpo com a asa e limitar os desequilíbrios. No que respeita ao ventral deve ser respeitada a norma proposta pelo construtor para cada asa.
Não devemos voar com o ventral aberto alem do especificado pelo fabricante e também muito deitado em dias de turbulência , pois nesta situação aumenta muito o risco de twistar.

5 – Melhore a sua precisão. Mesmo depois de 1000 vôos, não deixemos nunca de trabalhar e aperfeiçoar os nossos gestos, trabalhando horas de manipulação no solo (inflados). Devemos lutar contra os pequenos gestos nervosos e imprecisos, tornando-os suaves, rápidos e precisos, aprendendo a conhecer a velocidade da nossa asa brincando, junto ao solo, com os freios. Devemos treinar para dominar perfeitamente as orelhas e a contrariar qualquer fecho lateral. O parapente é um engenho capaz de pousar num lençol: devemos saber aproveitar essa extraordinária solução de emergência.

6 – Esteja em boa forma. Ter uma boa preparação física é útil para sermos capazes de reagir da forma calma, suave, acertada e tônica, a uma situação difícil (pouso com vento de costas, por exemplo). Um bom estado de espírito também é importante: nada pior que voar cansado, com stress, desconcentrado, sem confiança, distraído.Em aeronáutica a lucidez é imperiosa e não permite erros por relaxamento.

7 – Seja aéreo. Nos nossos gestos, na forma de observar, de pensar, de voar. Ser aéreo é sentir-se em harmonia com o ar, saber mover-se com gestos justos, precisos e serenos, ter o sentido do deslize (vôo). É ter a autonomia de tomar depressa as boas decisões, de avaliar os verdadeiros perigos e de os evitar. Faça do equipamento uma extensão do seu corpo e entre em sintonia com a natureza…

8 – Conheça as prioridades. As regras são simples, mas o seu respeito é indispensável e não é no momento em que nos encontramos entalados entre o relevo e outra aeronave, que iremos perguntar-nos a atitude a tomar. O conhecimento das regras de prioridade tem de estar automatizado.

9 – Num vôo avançado, equipe-se. Quando fazemos cross, distância, competições… provavelmente já não teremos necessidade de conselhos. Devemos no entanto fazer passar as probabilidades para o nosso lado voando imperativamente com um bom capacete, uma boa proteção dorsal, e um pára-quedas de emergência (dobrado e revisado e que sabemos utilizar). Um rádio é também muito importante em caso de acidente. Devemos impor-nos um treino à medida das nossas ambições e as nossas ambições à medida da nossa disponibilidade…

10 – Saiba renunciar. Dizemo-lo tantas vezes que se torna banal. É no entanto talvez o mais importante. Nunca devemos começar um vôo que não desejamos. Nunca devemos ceder à euforia ambiente. Não devemos ficar numa térmica se não nos sentimos bem, mesmo que lá dentro já estejam outros 20 pilotos. Tomemos sempre uma atitude rigorosamente firme e autônoma e “mantenhamos na nossa” (mesmo quando os outros não o compreendam e na rampa tenha mil palpiteiros ,faça voce a sua própria decisão).
Fonte: Federação Catarinense de Vôo Livre

Rampas do Estado de Santa Catarina:

Imbituba
Rampa – Morro das Antenas.     Altura – 340 metros
Decolagem – Sul e Nordeste     Pouso – Praia da vila Centro

Pomerode
Rampa – Morro Azul.     Altura – 650 metros
Decolagem – Leste , Nordeste e Sul     Pouso – Variado.

Santo Amaro da Imperatriz
Rampa – Morro Queimada     Altura – 610 metros
Decolagem – Nordeste , Leste     Pouso – Pouso Oficial Lagoa Clube.

Jaragua do Sul
Rampa – Morro das Antenas     Altura – 840 m

Canelinha
Rampa – Morro do Rolador     Decolagem – Nordeste / Sul
Pouso – Varios

Outros locais para a prática do vôo livre:

Praia do Santinho: localizada a 40km do centro de Florianópolis, oferece um lindo visual das praias vizinhas.

Praia Brava: localizada a 38km do centro de Florianópolis, no alto do morro que dá acesso a praia, encontra-se uma rampa para a prática de parapente e vôo livre. Do local há uma vista maravilhosa do lugar.

Morro do Ferraz: localizado no município de Garopaba, possui 130 metros de altura. Possui uma visão exuberante da região.

Morro do Careca: localizado no município de Balneário Camboriú, possui uma visão exuberante da região.

“SEMPRE ANTES DE PRATICAR ALGUM ESPORTE INFORME-SE COM QUEM ENTENDE DO ASSUNTO. PROCURE EMPRESAS ESPECIALIZADAS QUE FORNECEM CURSOS SOBRE O ESPORTE QUE DESEJA PRATICAR”

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